Menu digital para restaurantes no Porto

Um menu digital para um restaurante no Porto é a ementa publicada como página web, que o cliente abre ao ler o QR code na mesa. No Porto o desafio é particular: a sala continua cheia de portuenses, mas os estrangeiros que chegam falam cada vez mais espanhol — e precisam de perceber o que é uma francesinha antes de a pedir.

Atualizado em outubro de 2026

Um público mais português do que em Lisboa

Em 2024, 61,8% das dormidas em alojamento turístico na região Norte foram de não residentes — muito menos do que os 81,6% da Grande Lisboa, segundo o INE. O Norte foi também a região com mais dormidas de residentes em Portugal (21,9% do total nacional). Os clientes portugueses não são uma minoria a quem se mostra uma ementa à parte: são metade da sala.

Entre os estrangeiros, o principal mercado da região é Espanha, com 18,0% das dormidas de não residentes. O Norte foi o destino preferido dos espanhóis em Portugal (29,1% de todas as suas dormidas) e recebeu ainda 20,8% das dormidas de norte-americanos. As dormidas de estrangeiros no Norte cresceram 687 mil em 2024 (+8,4%), o maior aumento de todas as regiões.

Que idiomas pôr na ementa no Porto

Português primeiro, espanhol e inglês logo a seguir, francês depois. É uma ordem diferente da de Lisboa, e faz diferença na escolha: no plano grátis da Platerio, com dois idiomas, um restaurante da Ribeira pode preferir português e espanhol, ou português e inglês, conforme quem entra pela porta. Nos planos pagos pode ter até 30 idiomas ao mesmo tempo.

A francesinha, as tripas e outros pratos difíceis de traduzir

A francesinha é o melhor exemplo de um prato que não se traduz: «Little French girl» não diz nada. O que funciona é manter o nome e explicar — pão, carnes e queijo derretido com um molho picante de cerveja e tomate. O mesmo vale para as tripas à moda do Porto, que deram aos portuenses o nome de tripeiros, e para o bacalhau à Gomes de Sá.

Se serve várias versões — francesinha clássica, com ovo, vegetariana — ponha cada uma como prato separado, com o seu preço e os seus alergénios. O molho costuma levar cerveja e farinha; confirme a sua receita antes de marcar o glúten.

Tascas, cafés e o prato do dia

Grande parte da restauração do Porto são tascas e cafés com prato do dia, meia dose e ementa que muda à semana. Uma ementa em papel plastificada não acompanha isso; uma digital sim. Na Platerio muda um preço ou marca um prato como esgotado no telemóvel, entre serviços, e o QR code continua o mesmo.

Para casas fora do centro, veja também a página de Braga, com os pratos do Minho.

Perguntas frequentes

Que idiomas deve ter a ementa de um restaurante no Porto?

Português, espanhol e inglês, por esta ordem para a maioria das casas, e francês depois. Espanha foi o principal mercado estrangeiro do Norte em 2024, com 18,0% das dormidas de não residentes (INE).

Como escrevo a francesinha na ementa em inglês?

Mantenha «Francesinha» e explique: «Porto’s famous sandwich of cured meats and steak under melted cheese, in a spicy beer and tomato sauce». Veja a página da francesinha com a versão em espanhol e francês.

Posso ter o prato do dia na ementa digital?

Sim. Crie uma secção «Prato do dia» e atualize-a pelo telemóvel; os pratos que não estão disponíveis podem ser marcados como esgotados sem os apagar.

A ementa digital tem custos por cada QR code?

Não. Na Platerio o QR code é o mesmo para todas as mesas e não expira. Pode imprimi-lo as vezes que quiser.

Fontes