Como traduzir a ementa para turistas

Traduzir uma ementa não é traduzir palavras: é fazer com que um cliente estrangeiro perceba o que vai comer, quanto vai pagar e se pode comer. As regras abaixo vêm do que funciona em restaurantes portugueses com muitos turistas — e do que a Platerio faz automaticamente quando importa uma ementa.

Atualizado em outubro de 2026

1. Escolha os idiomas pelos clientes que tem

Não há uma resposta para o país inteiro. Segundo o INE, em 2024 o principal mercado estrangeiro foi o Reino Unido no Algarve (35,1% das dormidas de não residentes), a Alemanha na Madeira (24,1%), os Estados Unidos na Grande Lisboa (15,9%) e nos Açores (17,1%), e Espanha no Norte (18,0%), no Centro (24,5%) e no Alentejo (16,0%).

O inglês serve quase sempre como segunda língua. A terceira depende da região: espanhol no Norte, no Centro e no Alentejo; francês nas casas com muitos clientes de França. Veja a página da sua cidade: Lisboa, Porto, Algarve, Madeira.

2. Mantenha o nome do prato e explique-o

O turista procura «francesinha», «bacalhau», «pastel de nata» — é isso que viu no guia ou que lhe recomendaram. Traduzir o nome apaga essa ligação e gera traduções que confundem («Little French girl»). O que funciona é o nome original seguido de uma frase no idioma do cliente: o que é, o que leva, como vem.

Exemplos: francesinha, bacalhau à Brás, cataplana. Cada página de prato tem esta frase em inglês, espanhol e francês.

3. Diga o que o preço inclui

  • Dose e meia dose: escreva «half portion», «media ración», «demi-portion».
  • Preço ao quilo ou por 100 g, e como é pesado.
  • Para quantas pessoas é o prato (arroz de marisco, cataplana, cozido).
  • Se o couvert (pão, manteiga, azeitonas) é cobrado e quanto custa, para evitar surpresas na conta.

4. Traduza os alergénios também

Um cliente com alergia precisa de perceber os alergénios na sua língua — é para isso que a lei pede um suporte «de fácil apreensão». Use os nomes oficiais dos 14 alergénios em cada idioma e não se fie em traduções automáticas sem rever. Veja o guia de alergénios.

5. Reveja antes de publicar

Tradução automática ajuda, mas erra em nomes de pratos, termos regionais e quantidades. Na Platerio, tudo o que a IA traduz e explica fica como proposta: o dono revê, corrige e só então publica. E a ementa pode ser atualizada a qualquer momento, sem reimprimir.

Perguntas frequentes

Em que idiomas deve estar a ementa de um restaurante em Portugal?

Português e inglês na maioria dos casos; a terceira língua depende da região — espanhol no Norte, Centro e Alentejo (INE, 2024), francês onde há muitos clientes de França.

Devo traduzir os nomes dos pratos portugueses?

Não. Mantenha o nome original e junte uma explicação curta no idioma do cliente.

Posso usar o Google Tradutor para a ementa?

Pode ser um ponto de partida, mas reveja sempre: nomes de pratos, quantidades e alergénios são onde a tradução automática mais erra.

Fontes